quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Atrás do Sol Tem Coisas.

O espetáculo teatral "Atrás do Sol Tem Coisas" apresentado pelo Grupo Proscenium foi mais uma prova de que o teatro do interior tem muito ainda por mostrar de qualidade e pesquisa.
A peça foi o resultado de longas jornadas de ensaios onde os atores foram levados a exaustão para que pudessem apurar suas representações, pensa que eles reclamaram, não, muito pelo contrário, quanto mais ensaiavam mais vontade tinham de que tudo desse certo.
O texto e as letras das músicas que dão o toque onírico ao espetáculo são de autoria do diretor Carlos Eduardo Giglio, fundador e diretor do Grupo Proscenium, que com muita garra, perseverança e coragem mantém o grupo a mais de uma década, parece pouco, mas nas condições insalubres da arte no interior isso é coisa de guerreiro, e não por coincidência a produtora de Giglio chama-se "Guerrilha".
As melodias das músicas são da autoria de Helder de Sousa, músico, ator e Psicólogo, grande compositor que com um toque sutil de melodia romântica adocicou as cenas de um amor inocente.
No dia da estréia tivemos o prazer de ouvir as músicas sendo tocadas por Helder e as canções cantadas pelos atores Rovany Araújo e Thais Amorim, o que reforçava ainda mais o caráter representativo da peça que com a característica marcante do grupo Proscenium dava o toque de estranhamento, causando nos espectadores a adorável "catarse" e a reflexão póstuma sobre os amores de nossas vidas.
Afinal quem nunca foi abobado pelo primeiro amor, simples e intenso, que toma de súbito a alma, emudece, estremece as pernas, coração acelerado, todas essas sensações são relembradas pelos espectadores ao assistir "Atrás do Sol Tem Coisas".
Como o próprio diretor disse: "As pessoas estão precisando de mais amor em suas vidas", e são com espetáculos bem fundamentados, com encenações limpas, sem apelações ou relações do gênero que conseguiremos enaltecer as emoções das representação nos palcos.
Fica aqui a minha manifestação de satisfação ao ver um grupo da região confeccionando peça boa para os olhos, ouvidos e coração.
Deixo toda a merda do mundo para o Grupo Proscenium e para o teatro do interior do estado e da alma.
O teatro carece de ser cuidado e para quem o ama só resta cultivá-lo com o melhor que puder para que os frutos de seu palco sejam proveitosos para uma sociedade carente de "humanidade".

 

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