terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Meio Cheio

Estou aqui mais uma vez tentando animar-me sem êxito, acordei sem vontade de acordar, abri meus olhos quando queria sonhar.
Estou meio cheio de perspectivas que não se concretizam, de projeções que não se materializam, estou me acostumando a aceitar o que vem, começando a aceitar a realidade e saindo um pouco das possibilidades.
A cada dia a porta se fecha mais um pouco, meus sonhos vão tentando passar pelo vão cada vez mais apertado, temo que um dia ela se feche por completo e nem um sonho mais passará, ficarão do lado de fora esperando que alguém abra a porta. Frestas me interessam, mas elas estão cada vez mais raras e, como tudo que é raro, mais caras e caras.
Temo o imprevisível erro na tentativa de um acerto, poucas fichas para apostar, poucas sortes, poucos sorrisos, pouca grana, pouca ironia, muitas tentativas.
Meio cheio é quase vazio, não existe meio feliz, meio triste, meio é meio, não inteiro, sou meio cheio e quase incompleto, na verdade sou imperfeito e quase não me vejo, faz tempo que não procuro um espelho.

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